RELÓGIO

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Comunicado de imprensa sobre ameaças ao DR. Florentino Mendes Pereira

A Direcção do Partido da Renovação Social (PRS) tem acompanhado com total serenidade e responsabilidade, a situação política que se vive na Guiné-Bissau há mais de um ano.

No quadro democrático e legal, o PRS tem dado a sua contribuição para o fim do momento difícil que a Guiné-Bissau vive. Apesar de não ser responsável pela crise, o PRS sempre aceitou colaborar na busca de soluções, porque é a sua preocupação que essa crise acabe e que os guineenses retomem as suas rotinas na paz e tranquilidade.

No entanto, há três dias, têm circulado rumores sobre as ameaças a integridade física do seu Secretário-Geral, Dr. Florentino Mendes Pereira, tendo ele mesmo sido alertado dia 17.11.2016 por estruturas dignas de crédito.

O PRS em tempos deixou passar de forma despercebida situações semelhantes no passado, mas desta vez, o partido decide desde cedo chamar atenção aos guineenses em geral e a Comunidade Internacional em particular, sobre o assunto, porque sabe e bem, qual o objectivo desta nova investida.

Calar o Dr. Florentino Mendes Pereira e limitar a sua actuação na vida política nacional. O PRS leva muito a sério essas ameaças, porque conhece os métodos de actuação de alguns dos seus adversários políticos, que não hesitam em desrespeitar as normas de convivência democrática e até a própria vida humana, só para puderem vincar as suas posições.

Por isso, o PRS chama atenção ao Estado-Maior das Forças Armadas, o Ministério do Interior, ao Ministério Público através da Polícia Judiciária, a Liga Guineense dos Direitos Humanos, Sociedade Civil e toda a Comunidade Internacional representada na Guiné-Bissau que o partido não tolerará ameaças e perseguições aos seus dirigentes e em particular ao Dr. Florentino Mendes Pereira.

O Partido quer que as estruturas acima mencionadas mandem investigar este caso bastante preocupante e que envolve estruturas com missão de defender e proteger os cidadãos. 

O PRS exprime a sua solidariedade ao seu Secretário-geral pela forma abnegada, digna e competente como tem representado o partido e garante a total disponibilidade de se juntar ao seu alto dirigente nessa guerra de forma incondicional.

Aos autores dessas ameaças, o PRS informa que leva bastante a sério essas ameaças e avisa que, a rotina do Dr. Florentino Mendes Pereira, não vai mudar. O partido só quer uma precisão dos autores dessas sobre as mudanças de regras na democracia: se elas mudarem democráticas para a violência, é só dizer.

A todos os seus militantes, o PRS apela espírito de civismo, mas que cada um esteja atento e preparado para se proteger sobre qualquer eventualidade.
Liberdade, Transparência e Justiça.

Bissau, 17 de Novembro de 2016

O Secretariado do PRS

PRS reafirma que não houve nenhum nome consensual em Conacri para Primeiro-ministro e desafia o PAIGC a tornar Público um documento neste sentido

Depois de tomada de conhecimento dos comunicados produzidos pelos órgãos dirigentes do PAIGC, nos dias 14 e 15 do corrente, ficámos a saber que a estratégia do PAIGC, enquanto coassinante dos acordos de Bissau a 10 de setembro e de Conakri a 14 de outubro consiste, pura e simplesmente em aceitar os seus termos, desde que os mesmos fossem da sua inteira conveniência. Ou seja, desde que os pressupostos de nomeação da figura do Primeiro-ministro estivessem de acordo com os seus desígnios.

Senão vejamos. É do conhecimento de todos os signatários de que para além do Acordo patrocinado pela CEDEAO, e publicamente assinado pelas partes em Conakri não existe mais nenhum outro documento que não seja um Comunicado final, normal nestas circunstâncias, esse apenas assinado pelo mediador o Presidente Alpha Condé e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel de Souza. E o Acordo de Conakri não revela nome de Primeiro-ministro, o que aliás não traduziria a verdade dos factos, uma vez verificada a inexistência de consenso nos 3 nomes propostos.

O Partido da Renovação Social desafia o PAIGC a publicar o alegado relatório ou ata, cuja existência vem, num ato de desespero e de falta de argumentação, sustentando nos órgãos da comunicação social, porque em nenhum momento, durante as negociações, o PRS teve conhecimento de tal documento. 

O que o PAIGC, numa clara estratégia de lançar o pânico e a confusão, está a tentar, é, eventualmente, com a ajuda de alguém, forjar um documento inexistente, que mesmo a existir teria sido, como mandam as regras, apresentado às partes para a sua validação. O PRS está seguro de que esta pequena/grande mentira política, não será caucionada pela CEDEAO. 

Esta posição do PAIGC configura na realidade uma manobra para não aceitar o acordo que ele próprio já rubricou, caso o nome que venha a ser anunciado não seja do seu agrado. A esta situação, aliás, impõe-se-nos uma pergunta: porque é que o PAIGC, sabendo-se ganhador das eleições, não conseguiu impor ao mediador o nome da sua preferência, conforme agora reclama de novo, acabando, sim por aceitar a regra do consenso entre as partes e confiança do Presidente da República?

É no mínimo curiosa a forma oportunista como a Direção do PAIGC vem agora em Bissau, defender o nome do Dr. Augusto Olivais proposto pelo senhor Presidente da República. Os nomes propostos pelo PAIGC em Conakri foram, respetivamente, os nomes do Eng. Carlos Correia e do Eng. Mário Cabral, e em nenhum momento se lembraram, de que afinal gostavam também do Dr. Olivais.

É de salientar que a Presidente em exercício da Conferencia dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, a Presidente liberiana, reafirmou a inexistência de consenso à volta dos nomes propostos. É preciso que se diga, que esta é uma manobra que consubstancia uma clara desresponsabilização por parte do PAIGC, por um eventual fracasso do Acordo de Conakri.

E um outro exemplo ainda mais ilustrativo da falta de imaginação e de desespero vem agora por parte do PAIGC com as falsas alegações, da existência de um acordo entre o PR, o PRS e os 15, que impede estes últimos de se apresentarem nas estruturas do partido. Mais uma vez o Partido da Renovação Social desmente categoricamente esta caluniosa afirmação e desafia o PAIGC a apresentar provas de tal acordo e a torná-las públicas.

Também é preciso esclarecer ao povo da Guiné-Bissau e à comunidade internacional de que toda esta crise política vigente tem um único responsável: a atual direção do PAIGC, que através de uma desastrosa gestão interna partidária, nunca soube manter e conservar os ganhos e a confiança depositadas pelo povo guineense nas urnas ao vencer as eleições legislativas de 2014. Esta direção nunca soube que não basta ganhar eleições para se manter no poder, é preciso também ganhar a confiança política dos parlamentares e do Presidente da República.

Esta direção do PAIGC anda de manobra em manobra, em jogos de equilibrismo, mesmo que para isso invente crises fictícias, promova greves e marchas com organizações da sociedade civil, alegadamente apartidárias, que surgem do nada, mas fortemente financiados com o erário público desviado do famigerado “resgate” aos bancos, vivamente criticado pelo FMI. A atual direção do PAIGC já tentou de tudo. 

Até apoios nas instâncias internacionais com a arma da intriga e da mentira, que apesar de nada lhe servir, não poupa esforços em alargar esta maléfica influência ao incitamento à violência nas palavras de ordem proferidas pelos seus sicários de serviço nas iniciativas que vem promovendo para enganar o povo, ao arrepio da decorrência da implementação do acordo de Conakri.    

O PRS tem conhecimento da tentativa irresponsável por parte do PAIGC em tentar aliciar a classe castrense para a subversão da ordem, por isso chamamos a atenção do nosso povo para a vigilância requerida e responsabiliza o PAIGC por qualquer deriva da atual conjuntura política.
Bissau, 16 de novembro de 2016 
/ O Secretariado Nacional de Comunicação

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Interpretações deturpadas do acordo de Conacri por parte do PAIGC preocupa o PRS

COMUNICADO DE IMPRENSA

Devido à necessidade de esclarecimento à volta de algumas questões dos ACORDOS 
DE CONAKRI que estão a ser objeto de deturpações e interpretações abusivas, o Partido da Renovação Social como parte assinante do Acordo vem através deste comunicado 
expor o seguinte:
Sobre os três nomes propostos pelo Presidente da República para o cargo 
de Primeiro-ministro do próximo governo, nas pessoas dos senhores Umaro 
Sissoko Embaló, João Aladje Fadiá e Augusto Olivais, o Partido da Renovação Social,
 só se pronunciou em Conakri, a favor de um dos nomes apresentados, remetendo 
a decisão final da escolha para o senhor Presidente da República, como aliás 
se pronunciou consensualmente a maioria dos coassinantes do Acordo.
Saliente-se por outro lado, que mesmo em circunstâncias normais, o PRS não 
se teria pronunciado doutro modo porque nunca nos podemos substituir aos poderes do Presidente da República, ou seja cabe ao primeiro magistrado da Nação nomear 
o primeiro-ministro;
Esclareça-se que durante as consultas bilaterais promovidas pelo mediador, 
em nenhum momento, o PRS terá sido confrontado com o nome do senhor Augusto 
Olivais como tendo sido escolhido pelas partes, e muito menos de que este nome 
terá reunido algum consenso entre as partes;
A forma como tem sido tornado público o nome desta personalidade, pelo PAIGC, 
é no mínimo estranha, porquanto, e segundo informação dos mediadores, 
durante as consultas bilaterais, o Partido da Renovação Social ficou a saber de que 
a direção do PAIGC terá escolhido o nome do ex-primeiro-ministro Carlos Correia 
e que o senhor Presidente da Assembleia Nacional Popular escolheu o nome do 
senhor Mário Cabral. Na mesma linha informaram-nos de que a sociedade civil 
escolheu o nome do senhor Alfredo Handem.
O Partido da Renovação Social informa de que nenhum dos nomes escolhidos pelo 
PAIGC conseguiu obter o consenso da maioria das partes, pelo contrário, 
o nome mais consensual foi o escolhido pela maioria dos coassinantes representantes da maioria na Assembleia Nacional Popular capaz de aprovar um Programa de governo.

Pelo exposto o Partido da Renovação Social informa à população 
e a comunidade internacional de que outra informação à volta desta questão 
é infundada e releva de questões politico-partidárias alheias ao interesse e ao bem-estar do povo guineense

Bissau, 18 de Outubro de 2016


O Secretariado Nacional de Comunicação

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Negociações para o fim da crise vão continuar em Bissau

A ronda negocial de três dias na Guinée-Conacri entre as forças vivas da Guiné-Bissau terminou esta manhã no Palácio dos Povos. Durante três dias, os responsáveis políticos, da sociedade civil e religiosos do país, discutiram qual a melhor saída para a crise política prevalecente a um ano. O encontro culminou com a assinatura de um documento que as partes são obrigadas a respeitar a sua implementação.

Victor Pereira, porta-voz do PRS e elemento integrante da comitiva do partido no encontro, explicou ao blog do PRS, o que aconteceu. “Chegamos ao fim dos trabalhos com à assinatura pelas partes do Acordo de Conakri. Basicamente o acordo fixa o procedimento da escolha consensual de um PM que goze da confiança do PR. À formação de um governo inclusivo com uma orgânica negociada no conjunto dos partidos políticos representados na ANP na base do princípio da sua representação proporcional. Esta fórmula terá que ser negociada em Bissau na perspetiva de respeitar a soberania guineense. A supervisão da CEDEAO também ficou garantida, com à Internet instituição de 3 níveis de instâncias”, explicou.



De sublinhar que a participação do PRS e a postura assumida pelos seus representantes foi profundamente elogiada pelos mediadores.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

CEDEAO luta para reconciliação no PAIGC e escolha de um PM consensual

Quatro horas depois, já estão a serem conhecidos os primeiros passos. A missão da CEDEAO chefiada por Alpha Kondé, presidente da Guinée-Conacri está a lutar para definitivamente resolver o problema. A primeira estratégia é ver um entendimento no PAIGC e os seus deputados expulsos. A seguir é escolher um PM de consenso. A CEDEAO decidiu resolver, de vez este, o problema antes de políticos nacionais abandonarem aquele país vizinho.

A deslocação para Conakri, a pedido do mediador da CEDEAO, o presidente Alpha Condé, vai na lógica da resolução da crise política guineense.

“Confrontados que estamos com indigitação de um PM pelo mediador, desde logo, faz cair por terra, por um lado, a tese da manutenção do actual executivo, e por outro, abre grandes expectativas sobre o entendimento a volta da figura do próximo PM. Se por um lado, o PAIGC, apesar de ter assinado o acordo de 10 de setembro, onde, claramente, se consta ruptura constitucional, continua a reclamar legitimidade de indigitação um PM, o PRS e os 15 reclamam, por outro lado, por razões de coabitação, que essa figura seja indicada entre 3, pelo presidente da República Dr. José Mário Vaz”, disse uma fonte presente na reunião.
 
A estratégia do mediador, segundo o porta-voz do PRS, consiste em conseguir a reconciliação interna dos 15. “Coisa que decorre neste MOMENTO, apesar do PAIGC continuar a afirmar que a reintegração não é incondicional. O outro passo do mediador é conseguirmos consensualmente escolher um Primeiro-ministro”, resumiu.


PRS: UM PARTIDO DE PRINCÍPIOS