terça-feira, 6 de agosto de 2013

“São poucos os partidos que dão contribuição igual a do PRS para a estabilidade da Guiné-Bissau”, Florentino Mendes Pereira




 Os populares e moradores de diferentes círculos eleitorais de capital, tem solicitado à presença do novo Secretário-Geral do Partido de Renovação Social (PRS) e seu staff junto deles. No dia 2 de Agosto, Florentino mendes Pereira reuniu com populares do Círculo 24 e no dia 3 com os do Círculo 25. Nessas reuniões, o SG do PRS tem aproveitado para apresentar a nova direcção e falar dos projectos do Partido para o País, mas também esclarecer ou desintoxicar muitas intoxicações que são feitas pelos seus adversários políticos. Umas dessas intoxicações são acusações do partido ser de violência e sempre apoiado pelos militares ou tribalista com líderes políticos de um mesmo grupo étnico.

As acusações e insinuações por serem tão graves, o novo Secretário-Geral acha ser importante abordá-las com vista a desmascarar os seus adversários políticos. “Qualquer um de vocês aqui já foi confrontado com insinuações de que o PRS é um partido tribalista. Um partido do grupo étnico balanta. Há muito que ouvimos essas acusações e não respondíamos, porque sabemos que eram apenas estratégias políticas, embora condenáveis. Mas por vermos que os nossos adversários não dispõem de outras estratégias a não ser estas, decidimos que esta situação vai defini9tivamente esclarecida”, começou por referir perante uma assistência bastante atenta para lhe ouvir.

Disse que se o PRS fosse um partido de balantas, ele mesmo não conseguiria ganhar o Congresso, porque não pertence o mesmo grupo étnico. “Só para terem ideia, ganhei o cargo de secretário-geral ao Dr. Máximo Tenha Tchudá. Quem ficou na segunda posição, foi o Engº. Carlitos Barai. Todos nós não somos balantas. Na direcção, do primeiro, ao quinto vice-presidente ninguém é balanta. Mas ganhamos a um candidato que pertence ao grupo étnico balanta. Infelizmente os nossos adversários, por lhes faltarem argumentos e fundamentos políticos e para desviarem as atenções dos menos atentos invocam este argumento falso e perigoso”, respondeu Florentino Mendes Pereira sob uma forte ovação.

A mesma resposta foi quase dada a acusações da proximidade do PRS aos militares. Na sua reacção, Florentino Mendes Pereira acha que, os seus adversários pensam que são burros. “Mas digam-me uma coisa, acham que tenho ou nós da direcção somos tolos. Acusam-nos de dar o golpe de Estado. Qual é objectivo então? Era certamente ter o poder. Mas será que nós vamos dar golpe e deixar o cargo de Presidente da República, Primeiro-ministro e as principais pastas de governação nas mãos dos outros!? Será que nós aceitaríamos isso? Portanto, é bom que a sociedade comece doravante a ver e a saber quem são os nossos adversários. O que podem e o que não podem”.

Florentino Mendes Pereira disse ter falado dessas duas situações perigosas, apenas para mostrar duas coisas. Primeiro o baixo nível político recorrido pelos seus adversários para conquistar o voto, mas também mostrar que, não existe na Guiné-Bissau partido que tem conseguido contribuir para preservação da paz e estabilidade, como o PRS.

Ele que decidiu falar de todos os aspectos ligados a política nacional, voltou a afirmar que o PRS tem dado contribuição importante no país e isso devia ser agradecido pelos seus adversários. “Na situação de aflição e depois do PAIGC quase decidir bloquear o país, surgimos para ajudar na estabilização. Todos podem testemunhar a nosso favor hoje que, o país vive essa normalidade graças ao PAIGC. Não optamos pelo radicalismo como eles, mas decidimos sim aceitar um acordo para um Governo de inclusão que acabou por ajudar na reabilitação da imagem do País. Hoje os parceiros voltaram graças ao governo de inclusão; temos data de eleições graças a ele. Mas temos tudo isso, graças a flexibilidade do PRS”, vangloriou, pedindo aos seus adversários para reconhecerem o patriotismo político dos dirigentes renovadores.

No entanto, o Secretário-Geral do PRS acusou o PAIGC de ser amigo dos militares, porque quando em 2003 estes deram golpe ao regime do PRS, foram eles que fizeram festa. “Felizmente estivemos cá e vimos plataformas nas ruas. Mas nós, por sermos democratas e com noção clara de que o poder se conquista nas urnas, sempre defendemos a sua conquista nas urnas. E foi por isso que nunca alguém ouviu o PRS a contestar ou apoiar subversões”, esclareceu.
 

Em relação a nova Direcção, Florentino Mendes Pereira prometeu que o PRS está numa virada total. “Estávamos sempre em posição de desvantagem em relação aos nossos adversários (PAIGC), porque conseguiam comunicar mais ou monopolizar os diferentes canais de comunicação. É um segredo político que conhecemos, mas que nunca aceitamos e nem vamos utilizar por maldade. Agora, a partir de agora, sempre que disserem algo, vamos aparecer para desmascará-los. Disto, podem acreditar que não vamos dar tréguas”, prometeu.

 

“Não devemos desviar atenção do povo”

Com uma intervenção de cerca de 50 minutos, o novo secretário-geral acusou o PAIGC de estar amarado a um passado infeliz. Um passado em que não conseguiu fazer nada, mas que consegue utilizar a comunicação social para enganar o povo. “No último mandato do PAIGC vimos um aspecto que utilizaram como trunfo nas eleições. Estradas. 10 km de estrada. Aeroporto/mercado de Bandim e Chapa de Bissau/Antula. São ao todo 10 Km. Tudo bem. Nem vamos entrar em aspectos técnicos. Fiquemos apenas no dinheiro gasto. 7 biliões de euros. Quase 14 biliões de Fcfa. Acham isto justo? Acham isto honestidade ou competência? Se aguardar as vossas respostas, em nome da direcção superior do PRS, queremos pedir a todos os militantes que estejam a altura de defender o partido. Mostrar que, o PAIGC não fez nada de melhor para o país. Pelo contrário. Tem passado todo o tempo a arruinar este povo”.

De acordo com o SG, nos 40 anos de independência e o PAIGC dirigiu os destinos do país, os principais assuntos foram relegados para o segundo plano. A saúde, a educação, a energia, a agricultura, as infra-estruturas, a economia. “São estes assuntos é que merecem ser debatidos. E é isso que queremos debater com o PAIGC. Nessas eleições, independentemente de quem venham a escolher, desafiamos-lhe para  um debate sobre os projectos que temos para transformar o país. Só debatendo ideias e projectos é que os guineenses terão matéria para eleger o melhor”.
 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Editorial: Uma Nova Liderança para reforçar Unidade e Coesão no PRS

Dirigentes, Militantes e simpatizantes do PRS, desde Novembro de 2012, que o Partido de Renovação Social (PRS) tem uma nova liderança. Os novos líderes do PRS são, Alberto M’Bunhe “Nambeia” como Presidente (acompanhado por vices) e Florentino Mendes Pereira, Secretário-geral (rodeado de mais de 32 Secretários Nacionais. São duas figuras militantes pelas causas do partido, dos militantes e do povo guineense, que têm pela frente a missão de Preservar a Inclusão, Reforçar a União e continuar na senda de vitórias. Os novos líderes tanto na Direcção como no Secretariado Nacional iniciaram, continuam e vão fazer toda a Carreira Política no Partido de Renovação Social, porque comprometeram com um Projecto ideal e viável e querem honrar as suas promessas para com o Povo guineense.

PRS, por ser um partido do Povo, herdou uma liderança de que orgulha. Foram poucos os partidos políticos na Guiné-Bissau que tiveram o sucesso do PRS. E não devemos nunca, mas nunca esquecer que, a Guiné-Bissau tem mais de 40 partidos políticos. Já fomos Primeiro e nunca saímos da segunda posição nos últimos 9 anos, o que demonstra que quem geriu o partido no passado, fez um trabalho extraordinário.
Os novos líderes do PRS por reconhecerem intelectualmente o excelente trabalho feito pelos anteriores agradeceram e vão continuar a agradecer aqueles que dirigiram o partido até a data presente. Por uma razão simples: O sacrifício. O partido está hoje onde está, porque no passado, as pessoas se sacrificaram. Quem liderou o PRS no passado, deu tudo; deu o máximo de si para hoje termos um partido conhecido internamente e internacionalmente reconhecido. Hoje, quem fala da política na Guiné-Bissau “obrigatoriamente” tem de chamar o PRS e tomar em conta as suas posições. É esta a conclusão que os novos líderes do PRS chegaram e é ela que vai nortear o percurso do futuro. Consolidar o prestígio que o partido tem. Um prestígio resultante dos sacrifícios, dos Projectos Políticos aceitáveis. Conseguiram convencer o povo.
Mas houve uma quota-parte dos militantes. Os antigos líderes do PRS projectaram o partido com base na união. Porquê? Porque, a abertura política foi uma luta extremamente renhida que só políticos competentes, mas sobretudo líderes unidos podiam implementar os ideais. E foi assim, se tivermos em conta que, em termos financeiros, o PRS nasceu de nada. Tinha apenas Projectos e a determinação de servir o país. E, e tinha pela frente e como adversários, partidos que tinham tudo. Tinham militantes, tinham dinheiro e tinham apoios internacionais. E isso ficou provado na campanha e nos resultados das primeiras eleições legislativas.
O PRS na altura sem militantes identificados, mas com cidadãos unidos e determinados; sem meios para concorrer em todos os círculos eleitorais, mas com Projectos concretos e realizáveis concorreu em nove círculos eleitorais e ganhou 12 deputados. Foi assim, início de um percurso que hoje ao fazermos balanço, consideramos de satisfatório. Mas não é isso o mais importante. O mais importante, é saber como é que se conseguiu o sucesso. A via, os meios utilizados.
Os meios financeiros nunca que existiram no PRS foram compensados com estratégias políticas exequíveis. O que existiu sempre no PRS foram as ideias e a vontade de servir o País. Foram estes os elementos determinantes para o sucesso do passado. Mas tiveram uma alavanca, que na nossa opinião foi a mais determinante. A união. Tudo aquilo que o PRS conseguiu, foi através da União. E se na verdade a união serviu o partido, mais do que nunca, os novos líderes do PRS estão comprometidos em preservá-la. Quando olhamos pelo passado do PRS, nós enquanto dirigentes, sentimos que temos a obrigação infalível de unir os militantes. Só unindo os militantes do PRS, é que vamos estar em condições de reforçar o sucesso e atingir o principal objectivo que é chegar ao poder e servir o povo.
 
O último Congresso do PRS demonstrou um partido de militantes unidos. Mas estaremos mais unidos, quando formos capazes de ultrapassar as pequenas divergências e querelas políticas internas que por vezes, involuntariamente aparecem. Todas as divergências involuntárias aparecidas no partido, serão resolvidas para respeitar aquilo que o partido sempre defendeu. Transparência e justiça. Nós enquanto militantes, escolhidos pelos militantes do PRS para ajudar na nossa orientação conjunta, estamos total e disponível para estabelecer no partido um clima de tranquilidade que nos permitirá ter sucesso. E este clima, só existirá, quando cada militante sentir que, o partido toma em conta as suas ideias e as suas preocupações. É isso mais importante. Construir e consolidar um PRS onde todos entram e se sentem representados. Homens, mulheres, jovens.Na próxima falarei da importância da transição. 

PRS: Povo e o País em primeiro lugar. Juntos pela Guiné, construiremos uma Nação Moderna e Próspera...

Bem hajam
Florentino Mendes Pereira
Secretário-Geral