sábado, 19 de setembro de 2015

PRS histórico e solução, voltou a receber convite do PAIGC para integrar o Governo


PRS: Uma marca e imagem que custaram sacrifícios

Criado em 1992 pelo seu carismático fundador, Dr. Koumba Yalá, o PRS precisou apenas de dois anos para afirmar-se na cena política nacional. Durante os anos da sua existência, o partido de bases (como é chamado por alguns) conseguiu convencer o povo guineense que estava na cena política apenas para ajudar no apoio ao desenvolvimento. Por isso o povo levou o PRS ao Parlamento, à Presidência e ao Governo.

No exercício do poder, o PRS cometeu alguns falhas e essas falhas foram sancionadas pelo povo, mas curiosamente, nunca deixou de apostar nele. Em 2012, Koumba Yalá decidiu finalmente passar o testemunho a outros. E nestes outros, no Congresso realizado em Dezembro do referido ano, os militantes escolheram Alberto Nambeia como, presidente do partido e Florentino Mendes Pereira, como Secretário-geral.

Estes dois dirigentes e seus respectivos colaboradores, fizeram o que podemos chamar de estudo do caso. Todas as iniciativas boas do passado foram conservadas e as menos aceitadas foram melhoradas. Como resultado, o PRS melhorou de forma significativa a sua simpatia para com o povo. O partido nas últimas eleições saiu de 23 para 41 deputados. Não obstante os números serem importantes, a liderança do PRS soube interpretá-los. Fazer a oposição responsável de forma a permitir que quem vença as eleições governar.

 

PRS não pagará nunca a factura do PAIGC

Ao longo da última governação assumida pelo PAIGC, a direcção deste último entendeu que para a estabilidade governativa precisava do PRS no Governo. Uma atitude que sempre o PRS louvou, mas que carecia de sustentabilidade, porque nem todos os dirigentes do PAIGC viam com bons olhos a iniciativa do seu presidente. Portanto é bom que fique claro que, Domingos Simões Pereira teve a nobre ideia de integrar o PRS na governação, mas infelizmente, alguns dos dirigentes e militantes do seu partido não partilhavam essa mesma visão. No Governo, o PRS participou com toda a determinação e a história registará que, no primeiro ano de governação as pastas assumidas por este partido não ficaram para trás no balanço. Tanto Domingos Simões Pereira, os guineenses e a Comunidade Internacional reconheceram mérito ao PRS e aos seus dirigentes. Aqui no PRS fizemos o contrário, não em termos apenas de humildade, mas no aconselhável dar ao césar o que é de césar: Este mérito é mais do PAIGC, porque foi quem convidou o PRS a fazer parte do Governo. Foi quem deu oportunidade aos dirigentes do PRS para se mostrarem. E neste particular o partido sempre agradeceu, não obstante todo o esforço despendido visar apenas dar uma importante contribuição para o bem-estar da nação guineense.

Porém, no primeiro ano da governação, surgiram algumas divergências entre os militantes do PAIGC. O Presidente da República achou (e disse publicamente) que não tinha condições de coabitar com Domingos Simões Pereira. Primeiro-ministro e Presidente do PAIGC. Em consequência disso demitiu o Governo do PAIGC e do qual o PRS fazia parte. A partida, o assunto é exclusiva e de inteira responsabilidade do PAIGC. O PRS voltou ao seu cantinho a espera do fim da crise e das próximas eleições. Mas infelizmente há quem quer que seja o PRS a arcar com a crise. Porquê? Porque na solução encontrada pelo Presidente da República, o PRS foi apontado com uma das partes capazes de ajudar. E tal como Domingos Simões Pereira, o novo Primeiro-ministro entendeu por bem e para a estabilidade governativa convidar o PRS a tomar parte no Governo.

Contrariamente ao sucedido aquando do convite de Domingos Simões Pereira, por causa das circunstâncias e do tempo, o presente pedido foi levado a reunião da Comissão Política do Partido. Porquê? Porque o assunto não só era polémico, como o partido precisava de suporte que sustentasse o convite. Depois da direcção passar informações ligadas ao convite, tal como rege a democracia e vigora no PRS, as competências passaram para os militantes através de uma deliberação na plenária daquele órgão. Primeiro equívoco que deve ser esclarecido, é que a integração do PRS não foi vontade de pessoas, mas sima decisão legítima dos militantes, embora existam alguns que tinham posições contra, mas, pronto a decisão é do PRS e todos se revêem nela. É assim num partido onde impera a disciplina partidária – é assim num partido onde impera a união e é assim num partido que se pretende fortificar. Não podem existir nunca os chamados (nha boca casta). O que seria o PRS, se numa decisão daquela natureza, por exemplo, um Alberto Nambeia ou Florentino Mendes Pereira virem a público dizerem que não se revêem nela? Seria o fim do partido; seria início de uma crise sem precedentes. Seria igual ao que está a acontecer no PAIGC. Naquele partido, pelo menos pelo que temos assistido até aqui, os órgãos deliberam, os militantes assumem posições que querem. Aqui, isso não funciona, felizmente.

 

Fazer PRS responsável da crise, é uma invenção que não pegará

Durante um ano de coabitação no Governo, as acções do PRS não foram apenas no Governo. No Parlamento, felizmente, foi o PRS quem evitou que não houvesse moção de censura, porque não é segredo, a crise intestinal que o PAIGC sempre viveu, vive e que viverá. Mas em virtude do seu compromisso, o PRS, através da sua bancada parlamentar, respeitou a orientação do voto. Tanto assim que o presidente do PAIGC e Primeiro-ministro demitido nunca teve queixas do PRS. O Partido sempre funcionou daquela forma, não apenas para dar o benefício de dúvidas; reconhecer o direito de governar a quem ganhou, mas acima de tudo, ajudar na tranquilidade dos guineenses e garantir a paz e estabilidade de que o país precisa. Hoje, em virtude das guerras no PAIGC, alguns querem que o PRS seja apontado como mentor dessa crise. Falsa tentativa, porque desta vez, podem acreditar, o PRS não deixará ser atingido pela máquina de propaganda do PAIGC. A crise que estamos a viver hoje na Guiné-Bissau é de inteira e exclusiva responsabilidade do PAIGC. Dizemo-lo hoje, estaremos preparados para o dizer amanhã e em qualquer espaço. Não há nenhuma possibilidade do PRS assumir essa crise.

 

Integração do PRS no Governo

Qualquer político que se declarar como tal, tem a intenção de chegar a governação. Aliás, é por isso que se criam partidos políticos e se organiza as eleições. O PRS quer o poder. Mentira qualquer um que disser o contrário. Agora, em que circunstâncias o PRS quer o poder na Guiné-Bissau? Apenas através do reconhecimento do mérito. Pode ser por via popular (quando o povo o votar) ou por reconhecimento através de uma coligação ou convite como o PAIGC já fez e pretende fazer. E para informação de todos, o PRS recebeu no passado dia 18 de Setembro um convite da direcção do PAIGC para se discutir as possibilidades do partido fazer parte da governação. A reunião está marcada para o próximo dia 20 de Setembro de 2015.

No entanto, desta vez, a única garantia que o PRS dá, é que tudo será diferente. A integração no Governo será mediante um Acordo Prévio, ou um Pacto de Estabilidade (preferência do PRS). Caso contrário o partido agradecerá o convite e continuará na oposição que é o lugar que conquistou nas eleições. O PRS não será usado e nem é satélite de nenhum partido.

Tudo tem o seu custo e o PRS, para o bem dos seus militantes e dos guineenses saberá posicionar-se desta vez. O Convite será discutido com o PAIGC; vai a Comissão Política; volta a discussão com o PAIGC e se possível, acorda-se. Se não…

 

Dirigentes do PRS no Governo

Tudo no PRS é deliberado. No PRS só manda o PRS e não partidos extras. O único poder, que o PAIGC tem terá no PRS é só endereçar o convite. O PAIGC não decidirá sobre um único nome do PRS a integrar o Governo. Se o PRS sabe quais são os seus dirigentes capazes de interpretar o seu o Programa de Governo, o PRS sabe igualmente quem está a altura de dar respostas aos anseios do partido. Portanto os boatos de nomes e de condenações, não passam de meros boatos. Quando chegar o dia, vai para o Governo quem o PRS entender. O melhor que o PAIGC deve fazer antes de tudo é criar prescindir do partido PRS. Se o PAIGC lutou para os seus direitos em nome do seu presidente, o PRS está a altura de fazer o mesmo. No PAIGC manda Domingos Simões Pereira, porque ganhou o Congresso, no PRS mandam Alberto Nambeia e Florentino Mendes Pereira porque ganharam o Congresso. Não há outra figura capaz de decidir em nome do partido na presença destes.

 

Insultos dirigentes políticos

Nas reacções a mensagem enviada a direcção do Progresso Nacional houve quem insinuou em como há algo para insultar Domingos Simões Pereira, Cipriano Cassamá e José Mário Vaz. É bom que fique claro e o Progresso Nacional devia publicar a segunda versão da reacção. Tal como eles nunca insultaram dirigentes do PRS quando tudo era maravilha, significa que não tinham motivos. Agora por causa de crise no PAIGC tiveram motivos; da nossa parte, é exactamente isso que está acontecer. Ainda não há motivos para insultar Domingos, Jomav e Cipriano Cassamá, mas se os insultos aos dirigentes do PRS persistirem, não duvidem; vamos descer mais abaixo ainda. Quem pode mais, pode menos. Kila gora cana maina. Kaba i na sedu nó continua djubi kumpanher li na Bissau. Anós li ku nó sta.

“Resolvam os vossos problemas e deixem o PRS em Paz. Chegamos onde estamos, por mérito. Não aceitaremos nunca que ninguém belisque a imagem do Partido chega!”.

Mantenhas di bó amigos di comunicação di PRS

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Caros progressistas, DESCULPEM, mas isto tem de ficar claro





Caros progressistas, felizmente temos a obrigatoriedade de em parte (sim bari padja, pabia nós tambi nó ta brutu ora ki i pirsis bruto) reconhecer a vossa justeza, para não dizer justiça, quando decidiram aceitar publicar a nossa reacção. Foi muito surpreendente e devemos confessar ao mesmo tempo reconhecer-vos essa atitude nobre. Contudo, há necessidade do PRS esclarecer certos equívocos tanto dos progressistas, como de certas pessoas. Entrada no Governo de Baciro Djá.

O que aconteceu, foi simplesmente aquilo que não existe infelizmente no PAIGC: Obediência a disciplina partidária. Não somos dirigentes do PAIGC, mas sabemos perfeitamente que está na agenda castigar os dirigentes do partido que fizeram parte do Governo de Baciro Djá. Motivos: Desobediência da disciplina partidária. Desobediência à orientações do Bureau Político e da Comissão Permanente.

É exactamente isso que aconteceu no PRS. Quando deu a crise, o partido reuniu a sua Comissão Executiva três vezes. Em duas primeiras ocasiões a maioria disse que se devia esperar pela decisão do Tribunal. Na terceira, a maioria de dirigentes votaram a entrada. Quando a maioria decide, o que acham que a minoria deve fazer? Violar como aconteceu no vosso partido? Se a resposta for sim, saibam que no PRS é não. No PRS impera a vontade da maioria. Porque qualquer dirigente do PRS que desobedecesse seria posteriormente castigado. E esta direcção, acreditamos que qualquer guineense reconhecerá, está para mudar e continuar a progredir o partido. Esta direcção conseguiu nestes três anos ter um site: www.prsgb.com; e um Blog. www.prsbissau.blogspot.com simplesmente para mudar a sua imagem.

Portanto saibam que a pressão dos militantes que recai sobre os dirigentes do PAIGC, também recai sobre os do PRS. Isso é que aconteceu.

Por último e sem querer defender DOKA INTERNACIONAL,  a mensagem saiu a nosso pedido, tal como já saiu várias vezes no Progresso Nacional e na Ditadura do Consenso, porque “felizmente” são Blogs mais lidos com assuntos do País, embora temos noção clara de que são meios meramente pessoais. Quem tiver dúvida que recue no tempo, vai provar. Quem tiver igualmente dúvidas que visite o nosso site e o nosso Blog. Tudo está lá e o Partido assumirá.

Nó na fica li, pa dissa bós um considju: Si bu na guéria ku manga di djintis, bu ca ta bim sibi kim ku bu na gueria ku el nim kim ku dau;

Lebsementi ku más ta dé alguim, i ora ku i bim di kim ku i kunsi. Cabó lebsi nó dirigentes, pabia bó kunsi elis, nó kana lebsi di bós, pabia nó kunsi tambi elis.

Mantenhas di bó amigos di comunicação di PRS

Reacção face aos ataques do Progresso Nacional






Caros progressistas,

Ao longo desses dias da crise, a estrutura ligada a comunicação do Partido de Renovação Social (PRS) tem optado por uma posição não só equilibrada, mas sobretudo serena. Decidimos por esta opção, porque, os nossos dirigentes recomendaram em virtude da responsabilidade que o partido detinha na governação e no país. Estes dois factores deixaram transparecer para certas pessoas, a ideia de que o PRS não tem estrutura de comunicação e muito menos tem pessoas capazes de fazer coisas que os outros fazem. Quem nutrir alguma vez esta ideia, está enganada. Estamos cá, sabemos como qualquer guineense fazer coisas boas e igualmente más.

 

Esta mensagem é escrita estritamente sobre isso. Depois de praticamente duas semanas, os elementos do Progresso Nacional estarem dizer coisas insultuosas sobre os dirigentes do nosso partido. Ora, é chegada a hora de dissermos basta. E este basta, não ficará entre nós. Vai sair, se o Progresso Nacional continuar. Vai sair e o seu conteúdo será proporcionalmente igual ao vosso.

Não nos interessou, até aqui, dizer coisas sobre Domingos, sobre Jomav e muito menos sobre Cipriano Cassamá. Mas, sabemos dizer estas coisas. E podem acreditar que, se os insultos continuarem diremos coisas piores, porque felizmente somos guineenses e conhecemo-nos uns aos outros.

Quanto a vossa preocupação com a possível entrada do PRS no Governo de Carlos Correia, não se preocupem. Podem dormir sossegados, porque o PRS não morre de amores para entrar num Governo, seja de Domingos Simões Pereira; de Baciro Djá ou de Carlos Correia. E nunca entrou e não entrará no Governo, se não for chamado. Podem acreditar que, se o PAIGC não quiser, o PRS não entrará. A única verdade é que o PRS nunca pediu para entrar em nenhum Governo. Quem o convida é o PAIGC. Quem convida o PRS são os vossos conflituosos dirigentes: os Domingos’s; os JOMAV’s e os Baciros Dja’s e certamente os Carlos Correia’s. E o PRS tem respondido favoravelmente os convites em nome do país. Se não quere,  não chamem. Se não chamarem o PRS, o partido vai directamente para a oposição, porque é ali que o povo o quer. Estamos há três anos das eleições e voltaremos para pedir voto ao povo.

Agora que fique claro: SE O PRS FOR CONVIDADO VAI PARA O GOVERNO QUEM O PARTIDO CONSIDERAR APTO. SE Forem AQUELES QUE VOCÊS INSULTARAM INDIGITADOS PARA FAZER PARTE DO EXECUTIVO DE CARLOS CORREIA ESTARÃO LÁ COM TODO O GOSTO PARA TRABALHAR EM PROL DO PAÍS E DO PARTIDO e ASSIM DAR, UMA VEZ MAIS, CORPO E SUSTENTABILIDADE AO FAGILIZADO PAIGC, QUE SEMPRE ANDA À DERIVA.

Agora insultos, não preocupem. Temos coisas suficientes para dizer sobre Domingos. E não será de forma desorganizada ou irresponsável. Será responsavelmente responsável. Não serão mentiras. Basta saberem que temos um BLOG; um site e somos capazes de criar um blog anónimo como o vosso para insultar os vossos dirigentes até onde for necessário, uma vez que deixam a impressão de que com insultos é que conseguem ganhar, EXPRIMIR O VOSSO DESCONTENTAMENTO OU RESOLVER OS PROBLEMAS.

O pacto do PRS foi com Domingos e todos viram o resultado. Com Baciro Djá, um dos objectivos é não fazer a política de terra queimada. Mas prova disso foi o reposicionamento do partido assim que o Tribunal decidiu.

O nosso contra aviso é este: Mais insultos contra Alberto Nambeia ou Florentino Mendes  Pereira, vamos ripostar com coisas que sabemos sobre os vossos “adorados dirigentes”. E lembrem que fizemos parte dessa governação desde O início.

 

Diz o ditado fula: Amigus si é na guérria, é ta iabri janela, kim kU bim foronta e ta sai pa janela.

 

Com isso queremos dizer se, ainda é possível manter a janela aberta, que a façam.

Mantenhas di bó amigos di comunicação di PRS


terça-feira, 11 de agosto de 2015

PRS faz diplomacia junto da CI para evitar o agravar da crise


A Uma delegação do Partido de Renovação Social (PRS) encabeçada pelo seu Secretário-geral, Florentino Mendes Pereira (Secretário-geral) e que integra o vice-presidente, Certório Biote, os membros da Comissão Executiva, Serifo Embaló e Nicolau dos Santos bem como o porta-voz Victor Pereira, tem-se desdobrado numa forte ofensiva diplomática com vista a encontrar uma solução para a prevalecente crise institucional entre os órgãos de soberania.

Na manhã do dia 11, a delegação manteve encontros com os Representantes da ONU e da UA, Miguel Trovoada e Ovídeo Pequeno respectivamente, bem como com o embaixador de Portugal e o Representante da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O PRS quer com estas iniciativas salvar a situação, para que o país não volte a cair numa grave crise política com proporções incalculáveis.

Durante ambos os encontros, a delegação para além de manifestar a sua inquietação face às consequências da presente crise, exortou aos seus interlocutores a usarem as suas influências com vista a encontrar uma solução.

Os responsáveis do PRS foram explícitos em mostrar os seus interlocutores que têm noção clara que a situação foi despoletada pela crise interna no PAIGC, mas sendo guineenses, políticos e a promessa política que o PRS prometeu de lutar para a estabilidade, são elementos que envolveram o partido nessa “diplomacia política”.

No dia 12 a agenda, esta delegação que pode ser considerada de boa vontade e que luta para evitar situações mais complexas, manterá um encontro com o embaixador da França na Guiné-Bissau e outras delegações à indicar.

terça-feira, 28 de julho de 2015

ADESÃO DO PRS À IDC: uma visão e uma missão nobres



No passado dia 10 do corrente mês de Julho, na cidade do México, República dos Estados Unidos Mexicanos, o Partido da Renovação Social (PRS), foi por unanimidade admitido como membro de pleno direito da Internacional Democrata Centrista (IDC), fundada em 1961, uma associação confederativa de Partidos da direita democrática de todo o mundo, com membros dispersos, realmente, pelos cinco continentes do nosso planeta e com sede principal na cidade de Bruxelas, Reino da Bélgica.


Foi um processo iniciado internamente com informações e sensibilizações de, sobretudo, dirigentes do Partido, constituição de uma Comissão para a elaboração de documentos-base de reflexão e até convocação dos seus órgãos colegiais competentes que por unanimidade aprovaram o projecto final do pedido de adesão. Este, devidamente tratado, fora de imediato remetido para a Presidência da organização. Sem demora e contra o que se supusera, o processo foi agradavelmente célere conseguindo ser seleccionado para a submissão à apreciação do Núcleo Executivo e aprovação final da Instância de Líderes em menos de três meses. Refira-se que o PRS foi admitido no mesmo dia com Partidos amigos africanos como o do Presidente Bongo, do Gabão; Ouatara, da Costa do Marfim e de Patrício Trovoada, de S. Tomé e Príncipe e também com votos de tantos outros como a UNITA, o MpD, a Monamo, etc Até aqui a nossa reflexão é simplesmente de natureza procedimental mas não nos descuramos da componente conteudal, Deste modo e no que concerne ao conteúdo essencial, importa perguntar: o que é a IDC e porquê se interessou o PRS para justificar uma sua adesão?

Isto é muito importante.


Começamos por dizer que o mundo hoje em dia é cada vez mais pequeno e a solidariedade entre povos e culturas deve ser o leitmotiv densificador e unificador de todos estes valores. São valores basilares de qualquer sociedade: povos e culturas. Daí a necessidade de colocar-se o homem no centro de toda a atenção e acção políticas, através da implementação de programas e conteúdos jurídico-constitucionais e políticos, nomeadamente a nível do chamado catálogo dos direitos fundamentais: direitos, liberdades e garantias de um lado e direitos económicos, sociais e culturais do outro. Isto no plano de luta/garantia pela sua consagração, protecção e defesa. Neste caso quando houver agressão ou restrições ilegais.


Depois do direito à vida, destacamos como elemento estrutural-axiológico fundamental a liberdade: a liberdade de exercer qualquer tipo de actividade, seja ela económica, cultural ou social desde que com respeito às outras situações jurídica e igualmente vinculantes, porque também validamente constituídas e protegidas, a liberdade de opinião, a liberdade religiosa, etc. Infere-se daqui que é caso para dizer que a IDC defende a concepção doutrinal-antropológica de que ‘o homem é o centro, a origem e a finalidade de toda a acção, nomeadamente em matéria de concepção, implementação e controlo das politicas públicas’.


Ainda há bocado ressalvamos o caso do direito à vida antes de entrarmos propriamente em matéria de liberdade, porquanto esta pressupõe aquela e nela se fundamenta valorativamente. Daí o entendimento da IDC ser no sentido de que a defesa dos valores da liberdade passa, inelutavelmente, por combater os males de cada época histórica dada com que o homem se confronta: ontem era o comunismo e hoje é a intolerância religiosa (como o que acontece com o Estado Islâmico, Boko Haram, etc) e ainda o populismo (os populistas prometem céus e terras, mundos e fundos ao seu povo mas no fim acabam por distribuir pobreza e violência. Esta ocorre sempre que o povo reclama contra aquela).

A IDC ainda tem por objecto lutar contra a pobreza e pela construção de instituições sólidas no domínio, entre outros, dos direitos sociais e funciona por estruturas regionais/continentais, sendo hoje MpD a presidir a IDC África. Tem por órgãos Reunião de Líderes, Conselho Directivo, Comité Executivo e Presidente. Além disso, p. ex, a IDC África acolhe um seu Grupo no parlamento Pan-africano, uma Organização das Mulheres Democráticas do Centro e uma outra da Juventude Democrática do Centro.

Por seu turno, o PRS, contra a velha e hedionda teoria popularizada de ser um partido tribal, violento e anti-democrático, provou hoje ser portador de uma filosofia política de natureza humanista e solidária, comprometido – porque subscritor - de uma visão globalizada do desenvolvimento humano, científico e tecnológico e favorável a uma cooperação mais sã com o mundo fora.

Trata-se, pois, de um partido aberto, ideologicamente plural e democrata e antropologicamente humanista, combatente da pobreza e seus consequentes condicionamentos nefastos.


Assim, é nossa convicção hoje que o PRS ganhou uma voz e uma família políticas de maior e indiscutível peso no mundo. Uma voz lá fora onde pode ouvir e ser ouvido sobre as grandes – ou mesmo controversas - questões de vida política em curso no mundo que interessem à organização e, particularmente, sobre a vida política interna; como família o Partido inseriu-se neste seio para aqui beber conhecimentos novos, experiências novas e ganhar oportunidades de estabelecer protocolos políticos de cooperação bi ou mesmo multilateral sobre diferentes domínios que identificar como necessidade estratégica e vital para a sua afirmação e para o seu futuro, que se ambiciona melhor.


Por este modo de ver, o PRS, depois da fundação e eleições de 2000 com a figura de Kumba Yalá e outros, assiste hoje a uma sua terceira vitória digna de comemoração e de registo na história política e democrática deste País de Amílcar Cabral.


Aproveitamos aqui o ensejo para felicitar, curvando, a direcção superior do PRS, por intermédio do seu Presidente Alberto I. Nambeia e do seu Secretário-geral Florentino M. Pereira, por ter tido esta visão e aceite assumir a correspectiva missão até ao seu termo de forma clarividente, democrática e coesa.

Trata-se de um produto de todos e para todos, a levar a cabo com, suplicamos, devida disciplina, responsabilidade e trabalho.

Bissau, Julho de 2015


Por: Domingos Quadé

sábado, 11 de julho de 2015

PRS torna-se membro da Internacional Democrática do Centro


10 de Julho de 2015, fica como a data histórica para os dirigentes e militantes do Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau (PRS). Nesse dia o partido foi admitido como membro de pleno direito da Internacional Democrata Centrista (IDC). Neste momento a IDC, é a família com mais peso político na Europa, sendo que os partidos que a integram são governos Na Alemanha, Portugal e Inglaterra.  

A confirmação dessa integração na IDC aconteceu no México, onde decorreu no passado dia 10 de Julho, o Congresso dessa família política. Para testemunhar a entrada na IDC, o PRS fez representar-se por uma delegação de peso composta por, Martina Moniz, vice-presidente, pelo porta-voz,Victor Pereira e o actualmente quadro do PRS, Dr. Domingos Quadé. Toda a delegação foi chefiada, pelo Dr. Florentino Mendes Pereira, Secretário-geral do Partido.

Em declarações ao site, www.prsgb.com, considerou de importante e histórica vitória, a integração do PRS na IDC, porque o partido terá a partir de agora, os parceiros de peso na sua luta para o bem-estar da nação guineense.

O que mais dá peso a essa vitória, segundo Mendes Pereira, é que a integração do partido foi aceite por todos, porque foi admitido por “aclamação.

Importa sublinhar que, há quatro meses, em Bissau, o PRS recebeu uma reunião da IDC, antes de ser membro de pleno direito.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nações Unidas ajuda o País com as informações

Nações Unidas ajuda na actualização das informações da Guiné-Bissau
Nações Unidas tem ajudado na busca de informações para a Guiné-Bissau.
O site do PRS aproveita para actualizar.

UNIOGBIS/PIU: REVISTA DE IMPRENSA GUINÉ-BISSAU –  Terça, 28 abril 2015  
[english version below]
 
Nenhum dos artigos e/ou declarações aqui incluídos representam os pontos de vista e opinião do UNIOGBIS. O objetivo desta revista de imprensa da Guiné-Bissau é apenas o de fornecer aos leitores o resumo de algumas das informações disponíveis na internet, ou rádios, da Guiné-Bissau, sobre temas selecionados. Para histórias sobre o UNIOGBIS, por favor visite o nosso sitewww.uniogbis.unmissions.org  
 
 
Nacional
 
ÉBOLA: Amostras de casos suspeitos vão ser enviadas para Boké
Bissau, 27 abr (bissaudigital.com) – Os técnicos do Ministério da Saúde assinaram um acordo de princípio com a vizinha República da Guiné-Conacri, definindo que a partir de agora, as amostras de casos suspeitos de Ébola nas regiões de Tombali, sul, e de Gabú, leste, serão enviadas para Boké, região Conacri-guineense que faz fronteira com a Guiné-Bissau.
Este envio de amostras é o resultado de uma missão técnica de saúde que o país efetuou à Conacri, no quadro da prevenção e luta contra o vírus de Ébola, entre 14 e 19 de Abril, soube a PNN.
 
 
FINANÇAS: Tesouro americano apoia Guiné-Bissau na melhoria do seu sistema fiscal
Bissau, 27 abr (bissaudigital.com) – O ministro da Economia e Fianças, Geraldo Martins, anunciou que a partir do segundo semestre de 2015, o Tesouro do Governo dos EUA vai começar a dar o seu apoio à Guiné-Bissau, no que diz respeito à melhoria do sistema fiscal nacional.«Através do Fundo Monetário Internacional tivemos oportunidade de conversar com Tesouro americano, que a partir de segundo semestre deste ano, o governo americano vai começar a dar apoio à Guiné-Bissau na melhoria do seu sistema fiscal, sobretudo através da Direcção-geral de Contribuições e Impostos», revelou Geraldo Martins.
AUTARQUIAS: APU-PDGB espera que haja eleições em 2017
Bissau 28 abr (ANG) – O Secretário-geral da Aliança Popular Unida-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) considerou hoje que seria bom que, de uma vez por todas, se realizassem as eleições autárquicas por forma a completar o ciclo democrático no país. 
Juliano Augusto Fernandes falava em entrevista exclusiva à ANG, a propósito do anúncio feito recentemente pelo Secretário de Estado da Administração Territorial, segundo o qual  as eleições autárquicas terão lugar em 2017, na Guiné-Bissau
 
INFÂNCIA: UNICEF capacita técnicos do estado na área de análise de privações
Bissau, 28 abr (ANG) - O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, promove a partir de hoje e durante dois dias, uma ação de capacitação para técnicos das instituições estatais no domínio da metodologia de análise de sobreposição de privações múltiplas (MODA).
Na cerimónia de abertura, Issa Jandi, diretor-geral do Plano, considerou a UNICEF como “parceiro incontornável” na defesa dos direitos das crianças na Guiné-Bissau. 
 
 
SEGURANÇA: INTERPOL capacita agentes no domínio da Gestão de Fronteiras
Bissau, 28 abr (ANG) – O gabinete nacional da INTERPOL promove, a partir de hoje e durante três dias, uma ação de capacitação dos agentes que lidam nas  zonas  fronteiriças do país na área de gestão integral das fronteiras, informou ontem à ANG o Inspetor Coordenador da Divisão do Sistema de Informação do gabinete nacional da INTERPOL, Melânico Correia.
Segundo o mesmo, “pretende-se evitar que cadastrados internacionais, sobretudo os traficantes e terroristas, entrem ou saiam do território nacional com documentos”.
 
CPLP: grupos parlamentares preparam sessão do Brasil
Bissau, 28 abr (ANG) - A capital angolana, Luanda, acolhe desde hoje a reunião preparatória da VIª sessão ordinária da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa ( AP-CPLP) prevista para este ano, no Brasil. 
Durante dois dias, os participantes no encontro, com excepção do Brasil, ausente por motivos justificados, analisam instrumentos para o funcionamento da AP-CPLP, com realce para o memorando sobre as implicações legais resultantes da instalação do secretariado permanente da organização.

Internacional
 
GAZA: ONU acusa Israel de ataques a escolas durante a guerra de Gaza
28 de abril de 2015 - (Aljazeera) - Inquérito diz que os militares israelitas são responsáveis pela morte de pelo menos 44 palestinos que buscaram refúgio em locais da ONU no ano passado.
Um inquérito da ONU acusou as forças de segurança israelitas por sete ataques mortais contra escolas da ONU em Gaza que foram usadas como abrigos durante a ofensiva do ano passado.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse num comunicado nesta segunda-feira que ele deplorou os ataques que mataram pelo menos 44 palestinos e feriram pelo menos 227 outros nos locais da ONU.
"É uma questão de extrema gravidade que aqueles que olhavam para eles em busca de protecção e abrigo viram as suas esperanças e confiança defraudadas", acrescentou Ban.
A comissão de inquérito independente descobriu também que foi encontrado armamento em três escolas da ONU em Gaza e que em dois casos combatentes palestinos "provavelmente" dispararam contra as forças israelenses a partir de escolas. Ban disse também que isto é "inaceitável".


Koumba Yala recordado numa Homenagem Ímpar

Segundo foi noticiado pela RFI no dia 25 de Abril, dirigentes, militantes e simpatizantes do Partido da Renovação social (PRS) dirigiram-se para a aldeia natal de Kumba Yalá, Pekon/Bula, no norte de Bissau, há cerca de 80 km, em "homenagem póstuma" ao defunto Presidente guineense. 
O "acontecimento" é cultural e é dos mais importantes da nossa terra para honrar os mortos.  

A cerimónia é familiar, mas pela dimensão política da figura em causa virou-se nacional. Decorre desde sexta-feira e termina amanhã domingo, dia 27 de Abril. Para além dos dirigentes, militantes e simpatizantes do PRS, fundado pelo carismático líder, dirigiram-se também dirigentes de outros partidos para assistir esse acto solene de evocação da pessoa e alma de Kumba Yalá, falecido por doença súbita no dia 4 de Abril de 2014, aos 61 anos de idade.   
 
Há, no entanto, boatos a circular e que dão conta de que o "acontecimento" acaba por ser também político, visto que é nestas ocasiões que os actuais dirigentes do PRS poderão saber quem de facto foi apaniguado de Kumba Yalá e quem ainda se mantêm nas hostes do partido por ele fundado.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

PRS acolhe em Bissau a família de internacional centrista e recebe rasgados elogios sobre apoio a estabilização da Guiné-Bissau


A Conferência Internacional sobre a Internacional Democrática do Centro (IDC) organizada pelo PRS em Bissau, arrancou esta manhã. No Hotel Azalay, os representantes dos partidos como a Unita da Angola, PSD de Portugal, ADI, de São-Tomé e Principe e MpD de Cabo Verde, juntar para discutir a presença do PRS no mundo e a sua contribuição para autarquias na Guiné-Bissau.

Oliveira Pinto, Secretário-Geral dos autarcas do PSD, ao usar de palavra em nome dos representantes dos partidos políticos, disse que o PRS mudou. E essa mudança é comentada em todas as partes do mundo. Quanto a Conferência, qualificou-a de um importante contributo do partido para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, uma vez que todos os parceiros são experientes nas questões autárquicas.

Florentino Mendes Pereira, secretário-geral do PRS, foi quem presidiu a cerimónia da abertura e apelou a todos no sentido de trabalharem para o bem-estar da Nação. Leia na íntegra, o seu discurso, num encontro marcado com a presença do Secretário-Geral da IDC e do histórico da Unida, Alcides Sakala.

DISCURSO PROFERIDO PELO SECRETÁRIO-GERAL DO PRS NA CERIMONIA DE ABERTURA DA CONFERENCIA INTERNACIONAL “PRS NO MUNDO E A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO AUTÁRQUICO”


Sua Excelência, D. Alberto Ruiz Thiery, Coordenar geral da IDC - Internacional Democrata Centrista; Sua Excelência, senhor Dr. Silvestre Gabriel Samy, Secretário-geral Adjunto da UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola; Sua Excelência, senhor Dr. Alcides Sakala, responsável pelas Relações Externas da UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola; Sua Excelência, senhor Eng.º Jorge Santos – Responsável pelas Relações Externas, deputado, e antigo Presidente do MpD – Movimento para a Democracia em Cabo Verde; Sua Excelência, senhor Dr. Pedro Oliveira Pinto, representante do PSD – Partido Social Democrata e Secretário-geral da ASD – Autarcas Social-democratas; Ilustres representantes do Corpo diplomático; Digníssimos deputados da Nação; Ilustres representantes dos Partidos políticos; Caros colegas da direção superior do partido; Ilustres convidados; Caros amigos da Imprensa; Minhas senhoras e meus senhores.

Queria em primeiro lugar, começar por saudar os nossos ilustres convidados, representantes de partidos amigos, que não pouparam esforços, na reorientação das suas carregadas agendas, para estarem aqui presentes, o que muito nos honra.
Aos nossos amigos angolanos da UNITA, nas pessoas do Dr. Silvestre Gabriel Samy e do Dr. Alcides Sakala, que ao reconhecerem a importância deste ato, não deixaram de pôr de lado, os seus deveres parlamentares para estarem presentes e solidários connosco neste momento, os nossos mais sinceros agradecimentos, em nome do Presidente do nosso Partido, Alberto Nambeia que não pôde estar aqui connosco e em meu nome pessoal.

Vai também uma palavra de agradecimento em nome do PRS, através dos seus ilustres representantes ao valente povo angolano. Ao nosso amigo, D. Alberto Ruiz Thiery, Coordenador Geral da Internacional Democrata Centrista, organização que muito nos honra com a sua presença neste evento, e que de resto, será objeto de análise daqui por instantes, o nosso muito obrigado. Igualmente, o nosso muito obrigado ao nosso amigo, o Eng.º Jorge Santos, ilustre deputado da Nação cabo-verdiana e antigo Presidente do Movimento para a Democracia, o MpD, que preside a IDC Africa, pelo seu empenhamento na integração do PRS na Internacional Democrata Centrista.

E por fim, como já dizia a Bíblia, os últimos são os primeiros, o nosso muito obrigado também é dirigido ao nosso digno e estimado amigo português, o representante do Partido Social Democrata, Dr. Pedro Oliveira Pinto, Secretário-geral dos Autarcas Social-democratas.

Mas também não gostaria de deixar de dirigir um meu muito obrigado especial ao meu estimado amigo pessoal, o Eng.º Walter Teixeira antigo deputado do PSD e devoto amigo da Guiné-Bissau, quiçá, por ter bebido, na sua infância a água do Pindjiguiti.

Minhas Senhoras e Meus Senhores
Como é do conhecimento de todos, em 1992, com a adoção da célebre Lei-quadro dos Partidos políticos, a Guiné-Bissau enveredou, então, pelo caminho da construção de um Estado de Direito Democrático, isto é, um Estado assente no multipartidarismo, na separação de poderes democraticamente instituídos e no equilíbrio semipresidencialista de poder.

Porém, separando a teoria da prática, pode-se dizer que, do ato da declaração formal e constitucional do novo regime político à sua verdadeira realização, existe, na realidade, um longo percurso a fazer. E este, como é do conhecimento de todos, tem conhecido várias vicissitudes.

Nessa senda, foi fundado a 14 de janeiro de 1992 pelo nosso líder carismático, o Dr. Kumba Yalá e alguns companheiros, o Partido da Renovação Social, que, a par de outras formações políticas formalizadas e reconhecidas na altura, pode e deve ser considerado um dos principais impulsionadores do regime democrático instalado a partir das primeiras eleições gerais, democráticas e multipartidárias realizadas em 1994.

Pode-se dizer que o PRS é um fruto extraordinário, resultante, no entanto, de uma gestação tremendamente difícil, quanto dolorosa. O nosso Partido surge, pois, como fruto de uma convocatória da história política do nosso país a participar na honrosa, nobre e gratificante missão de edificar uma sociedade de direitos e um Estado de direito democrático.

O PRS tem, portanto, a consciência exata do seu papel e da sua responsabilidade na arena política guineense. A par dessa consciência, encontra-se nele enraizada a convicção da sua afirmação definitiva como partido de governo, que passa, necessariamente, por mais e melhor saber e saber fazer, isto é, por uma melhor organização e funcionamento das suas estruturas, o que inclui, com certeza, a capacidade de estabelecer e tirar vantagens das relações de parceria com organizações políticas amigas na comunidade internacional, como é o caso da IDC – Internacional Democrata Centrista, do MpD – Movimento para a Democracia de Cabo Verde, do PSD – Partido Social Democrata de Portugal, da UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola que se encontram aqui entre nós, mas também da ADI de São Tomé do Primeiro-ministro Patrice Trovoada, do RPR do Presidente Alassane Ouatara da Côte d’Ivoire, da APR do Presidente Macky Sall do Senegal, que por razões de calendário não estão presentes. Portanto, posso seguramente afirmar que temos razões mais que justificantes para a realização da presente conferência.

Minhas Senhoras e Meus Senhores
O País hoje vive uma situação de verdadeira acalmia e estabilidade políticas graças a um consenso geral dominante nas elites políticas do nosso país, que se consubstancia na prevalência do interesse nacional em detrimento das cores partidárias.

A mercê deste clima de entendimento foi recentemente verificado um sucesso inesperado, na recente Mesa Redonda em Bruxelas, que ultrapassou todas as expetativas iniciais, e fez com que o país regressasse ao concerto das Nações.
Grosso modo, pretende-se, com esta conferência, não só melhorar a performance do partido em termos do seu desempenho político-organizativo, mas também, mais especificamente, propor e debater ideias que permitam o aprimoramento das suas parcerias políticas e do seu programa face as primeiras eleições autárquicas que se avizinham.

Por isso espera-se da parte dos dirigentes e quadros técnicos do partido uma plataforma clara de entendimento relativamente à noção e à importância política da IDC, e das vantagens da nossa filiação, e, por outro lado, também se espera adquirir mais ciência e mais experiência, que servirão de base para a nossa contribuição parlamentar do PRS na conceção de leis autárquicas e na elaboração do nosso programa eleitoral autárquico.

Desejo uma boa sessão de trabalhos e dou por aberta a Conferência.
Bem-haja e muito obrigado a todos.
Florentino Mendes Pereira
– Secretário-geral
Bissau, 13 de abril de 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

PRS acolhe a reunião do IDC para discutir às autarquias, descentralização política e poder local


O Partido de Renovação Social (PRS) acolher em Bissau no princípio da próxima semana, 12 de Abril de 2015, a reunião do Internacional Democrático do Centro (IDC). A reunião de Bissau vai juntar várias famílias membros dessa organização para discutir “PRS no mundo, às autarquias, descentralização política e o Poder Local”.

Segundo o Secretariado Nacional do PRS, que vai ocupar-se da organização deste destacado evento, nele tomam parte, partidos como, a UNITA da Angola, o PSD de Portugal, o MpD de cabo Verde, APR do Senegal, entre outros.

Florentino Mendes Pereira, Secretário-geral do PRS considerou de importante essa reunião, não só pela afirmação do partido no mundo, mas também para a própria Guiné-Bissau, em virtude dos temas que vão ser debatidos. “PRS no mundo”, é um dos temas a ser discutido nessa reunião, onde ainda, por exemplo, vai-se discutir “autarquias, descentralização política e poder local.

Todos estes partidos já participaram nas eleições autárquicas nos seus respectivos países e servirão de experiencia para a Guiné-Bissau”, comentou o secretário-geral do PRS.