sexta-feira, 15 de abril de 2016

Secretário-geral do PRS na reunião da IDC e “será” recebido pelo Presidente de Portugal

O Secretário-geral do Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau (PRS) está desde dia 12 de Abril em Portugal para participação nas duas mais importantes reuniões da Internacional Democrática do Centro (IDC). Florentino Mendes Pereira, a frente de dirigentes do PRS vai participou ontem (14 de Abril) na reunião da IDC África e hoje (15) na reunião da comissão executiva da IDC. No final dos trabalhos, a delegação deve ser recebida pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na reunião da IDC África, os partidos membros para além de discutirem questões ligadas as estratégias da organização para os seus associados, aprovaram igualmente a adesão dos novos partidos africanos de países como Quénia, Malawi, Botswana, Guinée-Conacri entre outros.

Em declarações ao site www.prsgb.com e ao Blog  www.prsgbissau.blogsopt.com, Florentino Mendes Pereira realçou o crescimento da IDC no mundo. Segundo ele, as recentes adesões de mais de dez partidos em menos de um ano, são sinal de que a organização está a crescer. “E o PRS só deve orgulhar de pertencer uma família tão ampla no campo político internacional”, sublinhou.

Para  hoje, de acordo com a agenda da IDC, há uma reunião da Comissão executiva que é o órgão máximo daquela organização política. “Estamos a reunir neste momento a comissão executiva onde serão tomadas várias decisões e determinados planos para os partidos membros”. Está prevista para as 15horas de Portugal, o encontro com o professor Marcelo Rebelo de Sousa.

“É verdade que estamos num encontro onde não se pode particularizar. Em todo o caso, como partido, vamos almoçar com Passos Coelho onde estará também o António Guterres na qualidade de ex-presidente da internacional socialista”, informou, Florentino Mendes Pereira.


Gabinete de comunicação do PRS

Secretário-geral do PRS na reunião da IDC e “será” recebido pelo Presidente de Portugal

O Secretário-geral do Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau (PRS) está desde dia 12 de Abril em Portugal para participação nas duas mais importantes reuniões da Internacional Democrática do Centro (IDC). Florentino Mendes Pereira, a frente de dirigentes do PRS vai participou ontem (14 de Abril) na reunião da IDC África e hoje (15) na reunião da comissão executiva da IDC. No final dos trabalhos, a delegação deve ser recebida pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na reunião da IDC África, os partidos membros para além de discutirem questões ligadas as estratégias da organização para os seus associados, aprovaram igualmente a adesão dos novos partidos africanos de países como Quénia, Malawi, Botswana, Guinée-Conacri entre outros.

Em declarações ao site www.prsgb.com e ao Blog  www.prsgbissau.blogsopt.com, Florentino Mendes Pereira realçou o crescimento da IDC no mundo. Segundo ele, as recentes adesões de mais de dez partidos em menos de um ano, são sinal de que a organização está a crescer. “E o PRS só deve orgulhar de pertencer uma família tão ampla no campo político internacional”, sublinhou.

Para  hoje, de acordo com a agenda da IDC, há uma reunião da Comissão executiva que é o órgão máximo daquela organização política. “Estamos a reunir neste momento a comissão executiva onde serão tomadas várias decisões e determinados planos para os partidos membros”. Está prevista para as 15horas de Portugal, o encontro com o professor Marcelo Rebelo de Sousa.

“É verdade que estamos num encontro onde não se pode particularizar. Em todo o caso, como partido, vamos almoçar com Passos Coelho onde estará também o António Guterres na qualidade de ex-presidente da internacional socialista”, informou, Florentino Mendes Pereira.


Gabinete de comunicação do PRS

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Nota à Imprensa



O Partido da Renovação Social comunica ao povo guineense e a comunidade internacional de que se congratula com a decisão do Supremo Tribunal de justiça, emanada do acórdão n. 3/2016 de 4 de abril último, que declara inconstitucionalidade material e formal, com força obrigatória geral, a deliberação de 15 de janeiro, da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular, que na mesma data expulsara, ilegalmente, 15 deputados da Nação.
Por esta via, o PRS saúda os Juízes do Supremo Tribunal de Justiça, pela coragem e justeza da decisão, que, por um lado, marca a vitória do nosso partido, na incessante batalha pelo cumprimento da lei, e por outro, cremos que é um sinal inequívoco, de que nos aproximamos do início do fim da crise.
Aproveitamos esta ocasião para, também, felicitar a maturidade do PAIGC, pela forma corajosa e democrática, com que publicamente, se comprometeu a cumprir as decisões saídas do acórdão n. 3/2016 do Supremo Tribunal de Justiça.
Da mesma forma, exortamos a Assembleia Nacional Popular a promover iniciativas que permitam acomodar as decisões do referido acórdão, de modo, a possibilitar o regresso do normal e regular funcionamento da instituição.
O Partido da Renovação Social reconhece, no entanto, como aliás tem vindo a reclamar, que este acórdão do STJ, não será a panaceia de todas as soluções para a atual crise política, por isso crê que é chegado momento, de todas as forças políticas, em conjunto, procurarem, através da promoção de um diálogo franco e transparente, encontrar os melhores caminhos para a construção da paz e da estabilidade, condição sine qua non, para se construir o desenvolvimento do nosso país.  

Bissau, 7 de abril de 2016


O Secretariado Nacional da Comunicação

terça-feira, 5 de abril de 2016

Jornadas de esclarecimentos nas regiões

DISCURSO DE ABERTURA
DO VICE-PRESIDENTE ENG. ORLANDO VEIGA NAS JORNADAS DE ESCLARECIMENTO NO CIRCULO ELEITORAL N. 1 – TOMBALI – CATIÓ
2 de abril de 2016

Começamos por saudar os nossos irmãos da região sul, com palavras de encorajamento e de esperança. Tenho a certeza de que apesar da distância que nos separa da capital, os vossos corações estarão sempre conosco nesta luta diária, labutando pela vida difícil e atribulada, que nos está sendo imposta pelo governo do chamado partido libertador, o PAIGC.
Estas palavras de crítica, têm mais significado, quando nos lembrarmos de que foram nestas matas, e com o sacrifício consentido deste heroico povo do sul, é que foram travadas as maiores batalhas pela luta de libertação, que vieram a conduzir à emancipação e à independência do nosso país.
Por isso mesmo, não podemos, hoje, em democracia, e enquanto maior partido da oposição, com as responsabilidades que nos incumbe o povo guineense, deixar de testemunhar na vossa presença, o abandono e o ostracismo, a que foram votadas esta região, que um dia, foi considerada o celeiro da Guiné-Bissau.
A gritante falta de infraestruturas, a ausência de bons serviços médicos e de boas escolas, a falta de boas acessibilidades e de pessoal qualificado, em número suficiente para acudir as necessidades básicas de toda uma população carente, são apenas alguns pontos críticos que caracterizam as insuficiências desta zona do país, cuja responsabilidade teremos que, necessariamente, imputar ao governo do PAIGC, que há quarenta anos, e agora numa nova versão, de há cerca de nove meses, têm paralisado completamente o país.
E as consequências desta paralisia, não se fizeram esperar. As greves na educação e na saúde são disso um exemplo. A onda de assaltos à mão armada, por grupos de malfeitores presos que se organizam, a partir das instalações de detenção, não é, certamente alheia à falta de responsabilidade do governo do PAIGC, que até hoje não consegue nomear um Ministro do Interior. O mesmo se pode dizer no setor mineiro, com a falta de um Ministro dos Recursos Naturais.
Exigimos ao governo do eng. Carlos Correia, que canalize os dinheiros gastos em missões sumptuosas e supérfluas, para minimizar o sofrimento do povo, nos problemas mais candentes e graves que são diariamente detectados nas várias unidades hospitalares e na educação.
Pedimos igualmente à Mesa da Assembleia Nacional Popular, que não confunda o povo, e que se limite a cumprir a lei e o regimento da ANP. Assistimos hoje, a uma autêntica palhaçada, quando, para subtrair dividendos políticos, o vice-presidente da ANP, numa atitude patética, não se furta de tentar iludir a opinião pública com o argumento de que o PRS teria reconsiderado uma alegada posição fictícia, e por isso mesmo, regressara às reuniões da Comissão Permanente da ANP.
Caros irmãos, a lógica desta desgovernada direção do PAIGC, assenta, exatamente, na desinformação. O Partido da Renovação Social, felizmente, continua firme e responsável, na sua decisão de cumprir a lei. Por isso, e apesar de nunca ter abandonado a Assembleia Nacional Popular, órgão para o qual foi democraticamente eleito, também nunca pactuou, e nem nunca pactuará com os desmandos que o PAIGC, através dos ilustres representantes na Mesa tentaram impor.
Na esteira dessa posição, o Partido da Renovação Social, limitou-se a comparecer à reunião da Comissão Permanente, cumprindo o despacho do Tribunal Regional de Bissau, que insta a Mesa da ANP a readmitir os deputados alegadamente expulsos.
Portanto o PRS, mais não fez do que cumprir a lei. O PAIGC, o partido libertador, de quem o povo já se cansou de pagar a dívida da libertação, e por conseguinte, de quem deveria libertar-se, continua a surpreender pela negativa.
Numa verdadeira fuga para a frente, porque não é digno de outro nome, o PAIGC, através da Mesa da ANP, finge que o Orçamento Geral do Estado vai ser discutido na próxima sessão marcada para o dia 3 de maio. Esta atitude sugere-nos uma reflexão: Como é que um Governo inconstitucional, porque não conseguiu fazer passar o seu programa no hemiciclo guineense, pretende agora que se analise o Orçamento Geral do Estado. E já agora, o Governo que não se esqueça de proceder à apresentação da Conta Geral do Estado da execução do ano 2014.
Ora, estas manobras de diversão, obedecem à máxima que é por todos, mais do que conhecida: NÃO FAÇAS O QUE EU FAÇO, MAS FAZ O QUE EU DIGO, ou seja, os 15 que vão à justiça, se as coisas correrem de feição, o PAIGC acata. Se as pretensões forem contrárias à vontade do PAIGC, o PAIGC, não acata, porque ele é o “guia do nosso povo”, o regime de direito democrático que o povo votou fica na gaveta. O PAIGC pode, quando bem entende desobedecer a lei, os outros que se limitem a cumpri-la.
Ao invés deste triste espetáculo que agora é, gratuitamente, oferecido ao povo guineense e à comunidade internacional, a Mesa da Assembleia Nacional Popular, deveria, na sua qualidade de órgão fiscalizador da ação governativa, dar o exemplo de cumpridor da lei.
O PRS ao pautar-se pelo estrito cumprimento da lei, quer lembrar ao país, e aos nossos irmãos residentes no sul do país, que nenhum deputado pode ser expulso, sem ser nos termos da lei. Esta estratégia de desgoverno do PAIGC, que já vem do seu Congresso de Cacheu, só sobreviveu graças ao empenho patriótico do PRS, que por 4 vezes, ao longo do período de um ano de governação, salvou, através da aprovação de moções de confiança, o governo de Domingos Simões Pereira.
Contrariamente às teses veiculadas, muitas vezes as pessoas esquecem-se de que o mandato de 41 deputados que foi confiado ao PRS, configura, claramente um estatuto de oposição. Aliás, prontamente, interiorizado, e demonstrado num gesto inédito nas nossas lides eleitorais. Foi com dignidade e elevação democráticas, que o Partido da Renovação Social, saudou, em primeiro lugar, o vencedor, o PAIGC, como justo ganhador das últimas eleições legislativas.
Portanto, o que se exige em termos constitucionais, é que o partido que ganhou as eleições e que assegure uma maioria parlamentar, que governe bem em nome do povo. O partido que perdeu as eleições, que faça uma oposição construtiva, também em nome do povo. Esta harmoniosa construção teórica que encontra respaldo na nossa teoria constitucional, não colhe nas hostes libertadoras, porquanto, os mesmos entendem-se endeusados, e como tal, acima da Constituição da República da Guiné-Bissau.
Por isso, é difícil compreender que se peça ao PRS, depois de uma saída voluntária, do governo de inclusão do PAIGC, um "seguidismo" cego às manipulações do PAIGC. Ao PAIGC foi confiada a responsabilidade de governar, porque obteve um maior número de votos, e garante uma maioria parlamentar. Então, se assim for, que governe.
O que o PAIGC não diz, é que já não dispõe de uma maioria no parlamento, daí que se tenha enveredado pela manigância da expulsão expedita, ilegal e inconstitucional de 15 membros da sua bancada parlamentar, que, no entanto, lhe foi negada por sentença do Tribunal Regional de Bissau, e que tem dificuldade em acatar, incorrendo mesmo, em crime de desobediência, passível de punição judicial, que por este andar, também não acatará.
O PAIGC e os seus seguidores, dificilmente serão capazes de incorporar uma lógica de cultura democrática, daí as grandes dificuldades de relacionamento no seu próprio seio. Por isso não espanta que enfrentem as mesmas dificuldades a relacionar-se com outros atores da cena política e democrática guineense.
O partido libertador é incapaz de se libertar das amarras totalitárias do seu passado de centralismo democrático, por isso continua a mostrar-se incapaz de conviver de forma sã em democracia.
Perante estas manobras dilatórias e de clara desobediência, que mais não obedecem do que a estratégia de política de terra queimada, que o PAIGC tem em curso, e que só servem para prolongar o desgoverno, e consequentemente, a paralisia do aparelho do Estado, e com ela o colapso das instituições sociais e económicas, o Partido da Renovação Social, pede ao povo uma maior vigilância e serenidade, mas também determinação na sua fé inabalável nas virtudes e bondade do regime democrático.
O PRS também pede ao senhor Presidente da República e as instâncias judiciais que sufraguem, o mais rapidamente possível, medidas conducentes à viabilização do normal e regular funcionamento das instituições públicas guineenses, a fim de permitir que se comece a vislumbrar o fim desta crise política, que há muito vem sufocando as débeis estruturas da nossa vida social, e quiçá a própria coesão do tecido social guineense.
Viva a Guiné-Bissau
Viva o PRS

Bissau, 1 de abril de 2016

domingo, 3 de abril de 2016

PRS participa no Congresso do PSD em Portugal

O Partido da Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau participou no 36.º Congresso do PSD, em Espinho do Partido Social Democrata (PSD) de Portugal, no qual Pedro Passos Coelho foi reconduzido a liderança. No Congresso que decorreu de 1 a 3 de Abril corrente, a delegação dos renovadores liderada pelo seu Secretário-Geral, Florentino Mendes Pereira, integrava dirigentes como, Abel Incada, Pedro Pã, Luís Nambaca, e um alto dirigente da juventude do PRS, Otna.

Florentino Mendes Pereira que considerou o PSD um partido irmão no quadro da IDC, entende que a recondução de passos Coelho para a liderança do PSD, é um reconhecimento do trabalho feito em prol do partido e de Portugal, mas também oportunidade para que este juntamente com os seus colegas do partido, concluam a implementação do projecto político apresentado no primeiro Congresso que o levou a assumir o partido.

Disse que o PRS formulou votos para que o PSD mantenha a dinâmica que demonstrou até aqui e salientou que, graças as políticas implementadas por Passos Coelho, Portugal se libertou da libertar-se.
Em relação ao futuro, defendeu que as relações entre os dois partidos vão manter em prol das duas nações.

Quanto ao próprio Congresso, no discurso de consagração, Passos Coelho garantiu que o PSD é um partido que "não tem pressa" e que vai aproveitar a oposição para se "preparar devidamente" para voltar a governar. "Não queiram falar de compromissos de ideias se não se aproximarem de nós. Apresentamos as nossas propostas, mas não nos peçam que troquemos de convicções. As regras são claras."

Passos insistiu em convidar o PS para se sentar com o PSD em duas reformas: a da Segurança Social (para a qual desafia até "todos os partidos") e da do sistema eleitoral. Sobre esta última, para a qual defende a introdução do voto preferencial, aproveitou para dizer que não quer eleições antecipadas: "É a altura certa para fazer esta reforma já que não haverá eleições para a Assembleia da República nos próximos anos e eu espero que não haja".

Apesar de estar na reserva para, no futuro, governar, Passos garantiu que o PSD não vai deixar de apresentar propostas no Parlamento para melhorar o "presente" dos portugueses de forma a "responder aos problemas" como a demografia, o pagamento da dívida ou a sustentabilidade da segurança social.

domingo, 13 de março de 2016

Recepção do PRS-Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau

Hoje, a Distrital do Porto dos Trabalhadores Social Democratas, foi visitada por uma delegação do PRS-Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau.
Conhecer o dinamismo e as atividades da estrutura foi o objetivo deste partido guineense.

RESPOSTA AO ESCREVINHADOR-MOR DO PAIGC SOBRE UM ALEGADO CHAMAMENTO À RESPONSABILIDADE


O PAIGC LIBERTOU A GUINÉ, CREMOS QUE É CHEGADO O MOMENTO DA GUINÉ SE LIBERTAR DO MALÉFICO PAIGC PÓS-LIBERTAÇÃO
Não temos dúvidas da bondade e da oportunidade deste título ao lermos excertos de artigos, apelidados de opinião, publicados nesse blogue de famigerada e duvidosa reputação. Como é do conhecimento geral, os editoriais aí plantados são, por norma, sancionados por um determinado serviço de inteligência estrangeiro, e por movimentos maçónicos que defendem interesses instalados de grupos saudosistas e reacionários neocoloniais. O Partido da Renovação Social, sente-se no dever de esclarecer a opinião pública sobre as sistemáticas inverdades aí publicadas, e que são suscetíveis de induzir em erro um leitor menos atento.
Porém, para um melhor esclarecimento, devemos esclarecer o público de que, infelizmente, o PRS não tem apenas a atual direção do PAIGC como principal adversário no atual cenário de combate político que atravessamos. Estamos também na posse de informações fidedignas que dão conta de que o editorialista do referido blogue, a soldo do Presidente do PAIGC para os serviços de propaganda, e através dos já referidos serviços de Inteligência, terá adquirido financiamento para albergue e local de operações de propaganda contra a Guiné-Bissau, uma residência na cidade da Praia, em Cabo Verde.
Igualmente nesta senda de estratégia diabólica e encapotada para o desnorte e descrédito das instituições guineenses, também os já mencionados setores saudosistas e reacionários da maçonaria integram este empreendimento, com a ajudinha e a docilidade de alguns peões antipatriotas, para levar por diante, através da plataforma atlântica, o plano expansionista de alguns interesses instalados no grande mercado da CEDEAO. Um exemplo elucidativo, são as amiúdes, levianas, paternalistas e inaceitáveis ingerências de José Maria Neves, atual Primeiro-ministro de Cabo Verde, nos assuntos internos da Guiné. 
É curiosa, e no mínimo desconcertante a linguagem ligeira, arrogante e ofensiva utilizada nesse texto de chamamento à responsabilidade por um partido que se arvora de democrático. Convenhamos, que se trata, na realidade, de um autêntico chamamento à irresponsabilidade.
Volvidos vinte anos de processo democrático, o fato de o PAIGC ainda não ter conseguido livrar-se dos cânones do centralismo democrático, é no mínimo questionável. Com um rico ativo de clientelismo forjado nos esforços de se salvaguardar do complexo e sangrento passado de sofrimento infligido ao nosso povo, em pelo menos, vinte anos de democracia, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde – veja-se, como também aqui, paternalisticamente, não consegue desembaraçar-se da palavra Cabo Verde -, ainda se julga exclusivo dono e senhor dos destinos do nosso povo. Daí a dificuldade de conviver com formações políticas democráticas com visões e ideias distintas.  
Por isso, na visão paigcista, o PRS, e apesar de reconhecer-lhe o peso no atual xadrez político, não passa de um joguete, que em vez de hipotecar o seu futuro político nas mãos do atual Presidente da República, deveria continuar a hipotecar o seu futuro político, numa inclusão desnatura e desequilibrada com a atual direção do PAIGC. E para melhor ilustração, entenda-se: partidos com apenas 2 assentos parlamentares podem ter preponderância e visibilidade refletidas no elenco governativo, o PRS com 41 mandatos deverá apenas contentar-se com 6 pastinhas.
No já referido texto, os devaneios intelectuais do bacoco articulista do PAIGC, vão mais longe, porque apesar de considerar o PRS um grande partido, profetiza uma curva descendente de crescimento e popularidade, porque, e imagine-se, essa formação deixou de ser levado ao colo pelo “luz e guia do nosso povo”, o PAIGC do grande timoneiro. Notoriamente, as características desta espécie de deriva autoritária, não se ficam por aqui, ainda se lhe notam, entre outras, o culto de personalidade, e a deduzível obsessão do escriba, de que a ascensão visível da popularidade do PRS se deva à sua integração no Governo do PAIGC. Numa análise, simplesmente delirante, o escrevinhador e o PAIGC quererão dizer que este último terá oferecido, generosamente, 41 mandatos ao PRS nas últimas eleições.
Queremos dizer ao PAIGC e aos seus apaniguados de que o PRS não precisou e nem precisará de favores de quem quer que seja em política. Já o dissemos, em várias ocasiões, e repetimo-lo: Não recebemos lições de moral e de política de ninguém e muito menos do PAIGC.
As nossas estratégias e decisões são construídas nos órgãos próprios do partido com toda a transparência que elas merecem. Toda a trapaça montada pelo PAIGC na compra de consciência dos deputados do PRS, esbarrou com a convicção inabalável da militância pela verdade e justiça que movem os desígnios do PRS.
Mais uma vez, informamos que a nossa ausência – aliás, já ultrapassada -, na Assembleia Nacional Popular, se deve exclusivamente, à obediência à injunção de um Juiz do Tribunal Regional de Bissau. E por mais mentiras que se teçam à volta desta realidade, nunca passará disso mesmo: uma grande mentira. O PRS exige, por isso ao “Eng.” Cipriano, e seus cúmplices, vice-presidente e restantes serviços, que cumpram com lei, porque até agora não perceberam que sem a interposição de uma ação principal, para a qual não dispõem de matéria, sobre a providência cautelar, que, no entretanto, caducou, só lhes resta cumprir com lei. Ou seja, admitir o regresso dos 15 deputados da Nação ao parlamento. 
Ao contrário do PAIGC, que teima em não cumprir com a última decisão do Tribunal Regional de Bissau, que dá razão aos deputados alegadamente expulsos, o PRS cumpre as decisões emanadas dos tribunais. Este confronto com uma decisão judicial ainda é patente, e traduz-se no impedimento sistemático da entrada para os seus locais de trabalho, dos 15 deputados da Nação, pelas forças da ordem, no recinto da ANP.
Bissau, 5 de fevereiro de 2016

Secretariado Nacional de Comunicação 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Aly! Outra vez tu no caminho do PRS?

Caro Aly Silva,

Tivemos a oportunidade de ler o teu post sobre o Secretário-geral do PRS. Entre outros acusou, o Dr. Florentino Mendes Pereira de ser estratega de toda a crise política que o país vive, porque está em conluio com o PR ou se deixou enganar pro alguma promessa. E mais disse que o Dr. Florentino Mendes Pereira, que foi o mais destacado ministro do Governo de Domingos Simões Pereira, terá supostamente comprometido uma carreira política promissora por estar a falar da situação dos deputados expulsos no parlamento.

Desde logo sabemos que o teu objectivo é tentar desacreditar o PRS e o seu Secretário-Geral, bem como imputar aos outros as responsabilidades dessa crise. Mais uma vez, pedimos para que deixe de falar do PRS e dos seus dirigentes sobretudo nessa crise. Fazemos este apelo, porque felizmente, o PRS não é responsável por esta crise. O epicentro da crise, é o PAIGC. Todos os militantes em guerra neste momento, são militantes do PAIGC. O Presidente da República também é do PAIGC. Se isso é verdade, então há motivos para continuares a falar do PRS ou de algum dos seus dirigentes numa crise onde é neutro.

Agora, se quiser saber como é que o PRS entrou nessa crise e porquê é que tem insistido em defender a verdade no caso dos 15 deputados, a resposta é simples: Se o PRS permitir que as pessoas sejam expulsas do Parlamento injustamente como é o caso dos 15, no futuro serão os seus deputados a serem expulsos arbitrariamente pelo presidente da ANP. Sendo uma força com alguma responsabilidade no Parlamento, o PRS nunca permitiria a pretensa violação das leis. É posição do PRS que a decisão tomada pela Comissão da ANP é ilegal. E a pessoa que é encarregue de dizer isso é Florentino Mendes Pereira. E demais militantes do PRS já o disseram. O Presidente do PRS já o disse; o líder da bancada o diz reiteradas vezes; o porta-voz do PRS idem. É uma posição institucional, não é pessoal.

Advogado? Disse que o Dr. Florentino é Economista e estatístico. Para viver, não precisa de defender injustamente os outros. Este rótulo não é para o DR. Florentino Mendes Pereira.

Quanto ao futuro político do Dr. Florentino Mendes Pereira, fique descansado. Para além de ser o mais rico comparativamente aos teus patrões, é um processo de longa data. O Dr. Florentino está activamente na política há mais de 20 anos e nunca alguém lhe apontou o dedo. Não será tu, a beliscar a sua imagem. Ser príncipe no PRS a avaliação é tua e só tu sabes o porquê, mas o Dr. Florentino é igual a todos os outros dirigentes do PRS.

Não é mediático, como todos lhe reconhecem este estatuto, mas como governante, conseguiu aquilo que até aqueles que não são do seu partido reconhecem. No que se refere a pretensão de ser Primeiro-ministro, um lugar supostamente prometido pelo Presidente da República, não te preocupes. Diz a máxima: “enquanto há vida há esperança”. E ele é mais novo que os teus patrões e não é menos inteligente.

Por isso, por via legal, o Dr. Florentino Mendes Pereira chegará as funções de Primeiro-ministro, porque é homem político e no seu partido o lugar que ocupa é legível para essas funções. Em 2014, graças ao projecto apresentado pelo PRS aos guineenses esteve muito perto dessas funções, quando atingiu o partido 41 deputados. Aquela marca é resultado de trabalho dos dirigentes, militantes e simpatizantes do PRS, e principalmente pela acção da direcção liderada por Nambeia e Florentino Mendes Pereira.

Estamos num momento de crise e percebe-se perfeitamente a sua estratégia. Só não vê ou não percebe, quem não quer. Desacreditar o Dr. Florentino é o teu principal objectivo, mas felizmente ninguém irá atrás dos teus argumentos. Nos governantes que o país conheceu de 2014 a esta parte ele é excepção. Orgulha-nos enquanto guineenses. Mas como você faz parte dos destruidores, estás a tentar.

Será que representar ou falar em nome do seu partido é crime? Dizer o que o partido acha é crime? Como responsável do PRS, cabe-lhe representar o partido nos encontros como as que temos assistido. Quando sair se lhe perguntarem dirá qual é a posição do PRS. Se isso é orquestrar, então vai continuar. Mais uma vez, apelamos que deixe de caluniar os dirigentes do PRS. Dizer que a expulsão dos 15 deputados na Assembleia, não é uma posição de florentino: é a posição do PRS, do direito e até de estrangeiros. Compreenda rapaz!

Mas se quiser, continue com as tuas insinuações. Para a próxima, sabemos onde começar. Sabemos que as questões morais não lhe dizem muita coisa, mas desta vez, se quiser aposte, temos onde atingir-te para sentires.

Bu kustuma sussa djintis, má ku PRS bu cana safa.

 

Gabinete de Comunicação do PRS

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Nota de condolência

O Partido de Renovação Social (PRS) está de luto. Morreu em Bissau no dia 19 de Fevereiro, o seu militante e deputado da Nação, Alberto Lamine Djaló, vítima de doença prolongada. Lamine Djaló nasceu no sector de Pirada, Região de Ga nos ano 1960. Fez os seus estudos primários na Escola 11 de Novembro e concluiu 4ª Classe no ano 1975. Depois de concluir o ciclo entro para o Liceu Nacional Kwame N’krumah no ano 1982.
Quando terminou o liceu, foi professor de Matemática na escola Hoji Henda em Bafatá no ano lectivo 1983/84. Ainda em 1984, Alberto Lamine Djaló foi para ex-União Soviética onde permaneceu até 1990, quando concluiu o Curso superior de geotécnia.
De volta ao país natal (Guiné-Bissau), Alberto Djaló ingressou como funcionário do Ministério da Agricultura e Pecuária. No ano 2003, foi delegado Regional da Agricultura em Gabu.
Foi chefe do projecto Agro-silvo pastoril em Bafatá e Chefe de programa do ambiente e energia no projecto APRODEL igualmente em Bafatá.
Militante do PRS desde 1995, Alberto Djaló foi eleito na última legislatura, deputado da Nação no Círculo 17 – Pirada. Membro da Comissão Política do PRS até a data da sua morte, o malagrado desempenhou entre outras funções no partido, Secretário da Comissão especializada Permanente para Área da Agricultura, Pescas, Recursos Naturais, Turismo e ambiente.

Alberto Lamine Djaló era casado segundo usos e costumes e deixou a viúva com cinco filhos. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Posição do PRS face a situação política


Nota à Imprensa
O povo guineense vem assistindo à forma menos clara com que o PAIGC vem tentando numa lógica constitucional própria de um partido-estado, o regresso retrógrado do centralismo democrático, subvertendo desta forma as conquistas da democracia. Todo este cenário montado desde os atropelos aos prazos legais e constitucionais para levar o programa do governo ao parlamento, indiciam claramente uma atitude contra as regras democráticas, mesmo que para isso se tenha que enveredar por caminhos inadequados, numa clara demonstração de, como a lei num Estado de direito, de pouco ou nada servem para o PAIGC, quando se trata de lograr os seus intentos maquiavélicos.

Um programa de governo que devia ser apresentado 60 dias após a tomada de posse do PM, ou seja no dia 12 de Dezembro, só foi levado ao parlamento, fora do prazo, no dia 23 do mesmo mês, altura em que foi chumbado pela primeira vez. Esta dilação de timing deveu-se à intenção do PAIGC, fazer de conta que tinha intenções sérias nas negociações com o PRS, por um lado, e, por outro lado, ensaiava subverter a bancada parlamentar do PRS, tentando, sem sucesso, aliciar alguns dos nossos deputados da Nação, com somas astronómicas em dinheiro para poder comprar consciências a fim de fazer passar o programa.

Na segunda apresentação do Programa, que deveria ocorrer no dia 7 de Janeiro passado, e apesar de alguma resistência, com interpretações grosseiras feitas, publicamente, por dirigentes de topo do PAIGC, chegando a afirmar, de que só com 45 votos o programa podia passar, e apesar de um evidente recuo, voltámos a assistir, incrédulos, às mesmas manobras dilatórias contra os prazos legais e constitucionais previstos.

O PAIGC sem pudor voltou a usar de todos os seus recursos para recusar o prazo legal, deitando mão a expedientes que vão, desde a compra de consciência, passando por expulsões arbitrárias de deputados seus do partido, para que posteriormente fossem, alegadamente, expulsos da Assembleia Nacional Popular, por um órgão incompetente da ANP, que é a sua Comissão Permanente. Esta manobra, mais uma vez contra a lei, traduz um estratagema do PAIGC, que não podia arriscar-se a apresentar o programa que seria, certamente, chumbado pela segunda vez, provocando o derrube do governo.

Chegados a este impasse o PAIGC resolveu deitar mão a um expediente jurídico formatado aos seus interesses, forjando um despacho que lhe é favorável, de modo a não permitir que os 15 deputados alegadamente expulsos da ANP, marcassem presença numa sessão extraordinária marcada, para só fazer passar o Programa. Finalmente os 15 deputados da Nação fizeram valer os seus direitos através de um douto despacho exarado no Tribunal de Bissau, que lhes devolvia o direito de se constituírem mandatários do povo guineense. Saliente-se, que a Assembleia Nacional Popular reúne-se ao ritmo e ao sabor do por enquanto, Presidente Cipriano Cassamá, que marca sessões quando quer e bem entende, atropelando normas regimentais e funcionando sem a presença de quóruns exigidos por lei.

Apesar desta última ordem do Tribunal de Bissau, e numa clara violação dessa injunção, aos deputados da Nação não é permitido o acesso às instalações da Assembleia Nacional Popular. Aproveitamos este fórum para informar que o PRS responsabilizará criminalmente quem impedir o acesso dos deputados do Partido da Renovação Social, às instalações da ANP. A sessão marcada para ontem dia 15, foi adiada para o dia 25 de fevereiro, outra manobra, que não é mais do que uma clara tentativa de dar tempo para que haja uma nova restrição judicial formatada aos interesses do PAIGC, mas também, segundo fontes mediáticas, com interesses inconfessáveis, como lamentável e assustadoramente, vemos estampados nas redes sociais, onde se acusa e se denuncia comportamentos do PAIGC em cenários pré-golpes de estado.

Esta situação política atingiu o seu auge, com o pedido do PAIGC para a intervenção do senhor Presidente da República, que a todo o custo, tem tentado, sentar as partes desavindas para se encontrar uma solução política. Com um modelo inédito, mas bem-vindo, sentou em duas rondas as partes desavindas, frente aos representantes da comunidade internacional e organismos multilaterais de cooperação.

Neste esforço que é pedido às partes, o PAIGC, mais uma vez à sua boa maneira, pontuou-se pela deselegância, pelo ausência e pelo desrespeito ao primeiro magistrado da Nação, na terceira ronda, alegando ausência de formato institucional, quando o que está em cima da mesa são questões que em seu devido lugar, na Assembleia Nacional Popular, não puderam ou não tiveram o tratamento merecido, porque sucessivos atropelos à lei, motivados por capricho partidário não permitiram um normal e regular funcionamento desse órgão soberano.

No entretanto, paralelamente, a estes esforços, assistimos a esforços de aproximação, sem êxito, da parte dos dirigentes do PAIGC, ao nosso Presidente do Partido, para promover encontros que visem, não se sabe bem o quê, senão uma total e completa desacreditação dos esforços do senhor Presidente da República e do nosso partido na busca de uma solução política para este impasse.

De uma vez por todas, esclareça-se que o que move o Partido da Renovação Social é fundamentalmente a sua agenda, que passa necessariamente pelo cumprimento escrupuloso da lei e das regras constitucionais, ou seja o Partido da Renovação Social não poderá permitir, impávido e sereno à promoção da subversão dos pilares de um Estado democrático. Lutaremos dentro dos limites da lei para que a verdade democrática seja reposta. Para que aos 15 deputados da Nação não seja retirado nenhum direito que lhes é assistido pelas leis e pela Constituição da República.

Se não nos pugnarmos contra esta injustiça, não nos surpreenderia que a Assembleia Nacional Popular passasse a funcionar como uma caixa-de-ressonância do diretório de um qualquer partido com maioria, onde aleatoriamente, se poderia mandar expulsar qualquer deputado da Nação, incluindo os da oposição. E porque não os do PRS, que não fossem do seu agrado.

Bissau, 16 de fevereiro de 2016

 

O Secretariado Nacional de Comunicação